A videolaparoscopia também é conhecida como “cirurgia sem corte” e surgiu na Europa na década de 1980. Dez anos depois, a técnica começou a ser usada no Brasil.

Na videolaparoscopia, o cirurgião amplia a imagem em 20 vezes com o uso de uma câmera e opera o paciente com muito mais precisão por um corte mínimo na pele. O resultado é uma recuperação rápida e sem cicatrizes aparentes.

Com a videolaparoscopia, o paciente fica internado por menos tempo e os pequenos cortes também diminuem as chances de infecção, além de garantir uma estética incomparavelmente melhor.

Os cortes são tão pequenos que é possível realizar uma cirurgia por meio de incisões de dois milímetros, a chamada minilaparoscopia.

Em alguns procedimentos, o cirurgião também pode realizar a operação por meio de uma única incisão cirúrgica na cicatriz umbilical com a inserção de um trocarte de 3,0 cm por onde se introduz a ótica e os instrumentos cirúrgicos para a realização do procedimento. Esse método é chamado de portal único, Single Port ou Single Site.

Diferenças entre cirurgia aberta e laparoscópica

Na cirurgia aberta são necessários de três a quatro dias de internação, já no procedimento laparoscópico geralmente o tempo de internação é menor.

Na cirurgia realizada por videolaparoscopia são feitas pequenas incisões no abdômen de 0,5cm e 1cm para a introdução das cânulas por onde são introduzidas as pinças para realizar o procedimento e uma câmera, responsável pela visualização do mesmo, na cirurgia aberta esta incisão pode variar de 15cm a 30cm dependendo do procedimento.

Enquanto na cirurgia aberta os pacientes levam de 30 a 60 dias para voltar as suas atividades de trabalho, na cirurgia laparoscópica eles estarão liberados em 15 dias. Dentre as vantagens estão a diminuição do risco de hérnias e infecção da ferida cirúrgica, retorno precoce às atividades, diminuição do risco de complicações pulmonares e menor dor pós-operatória.

Quais cirurgias que podem ser feitas por videolaparoscopia?

Várias cirurgias podem ser feitas por videolaparoscopia, entre elas a de vesícula biliar (cálculos/pedras), Hérnia do Hiato ou Cirurgia do Refluxo Gastro-Esofágico, Hérnia Inguinal (Virilha), Cirurgia da Obesidade Mórbida (grampeamento e redução do estômago), Cirurgias do Útero e Ovários e algumas do intestino grosso (colon).

Em 2017, o Ministério da Saúde incorporou a cirurgia bariátrica por videolaparoscopia ao Sistema Único de Saúde (SUS).

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