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HomeAtualidades03/06/2008 - Responsabilidade pelo excesso de peso não é só do obeso, diz especialista

Responsabilidade pelo excesso de peso não é só do obeso, diz especialista


De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 400 milhões de pessoas no mundo são obesas. O número não pára de aumentar, mas o perfil das pessoas com excesso de peso, tem se alterado. Assim como as abordagens dos médicos para combater o problema.

"Entre 1975 e 2003, houve um crescimento importante na prevalência de obesidade principalmente entre os homens", afirma Rosely Sichieri, médica e professora do Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). 

"Se o fenômeno inicialmente se concentrava entre as mulheres, hoje já presenciamos uma redução entre aquelas de classes mais altas e regiões mais ricas do país", pontuou a pesquisadora durante o painel "Epidemia mundial de obesidade", realizado neste terça-feira (3) pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e pela Federação Brasileira da Indústria Farmacêutica (Febrafarma).


Um estudo da Universidade da Califórnia, nos EUA, pode ajudar a explicar porque algumas pessoas não engordam apesar de comer muito. Testes realizados com vermes C. elegans em laboratório indicam que sistemas independentes do organismo controlam a quantidade de alimento consumido e o metabolismo da gordura (o quanto o verme vai engordar). As descobertas podem servir de base para o desenvolvimento de estratégias contra a doença
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O Brasil segue a tendência, como mostram os dados do IBGE (Insituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Em 1975, 2,8% dos homens eram obesos, proporção que subiu para 8,8%, em 2003. No caso das mulheres, os índices evoluíram de 7,8% para 12,7%. 

Em relação ao excesso de peso, os resultados são parecidos. Em 1975, 18,6% dos homens apresentava a característica. A proporção aumentou para 29,5%, em 1989, e para 41%, em 2003. Já entre as mulheres, o número passou de 28,6%, em 75, para 39,2%, em 2003. 

A Região Nordeste é a única em que a porcentagem de mulheres obesas ou com excesso de peso manteve a tendência de aumento registrada no período. As pesquisas indicam, também, uma forte correlação entre pobreza e obesidade.

Fator psicológico

"A obesidade é uma questão multidisciplinar", lembrou Táki Cordás, psiquiatra e coordenador do Ambulatório de Bulimia e Transtornos Alimentares (Ambulim) do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP).

O psiquiatra enfatizou que, ao contrário da crença antiga de que a obesidade seria um sintoma de problemas psiquiátricos, hoje ela é encarada como desencadeadora de alterações psicossociais e psiquiátricas, como distúrbios da imagem corporal e depressão. Segundo ele, quanto maior o grau de obesidade, maior o risco de transtornos psiquiátricos.

Cordás revelou também que entre 25% e 30% dos obesos têm transtorno de compulsão periódica, ou seja, não conseguem se controlar diante da comida. Outro transtorno apontado como bastante comum entre esse grupo é a síndrome do comer noturno, na qual a pessoa levanta-se durante a madrugada e come tudo que encontra pela frente, muitas vezes, esquecendo-se do fato na manhã seguinte.

Soluções

Apontados como ferramentas no combate à obesidade, os inibidores de apetite estão sendo usados de forma abusiva e sem orientação adequada, o que aumenta as chances de dependência e de tolerância aos seus princípios ativos. A constatação foi feita por Solange Aparecida Nappo, professora da Unifesp e pesquisadora do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid). "O Brasil é conhecido como um dos grandes consumidores dessas drogas", salientou. Entre 1998 e 2006, houve um aumento de 500% no consumo de remédios do tipo anfetamina no país. 

Contornar o quadro epidêmico de obesidade, contudo, requer abordagens que vão além do uso de medicamentos. Para Sichieri, o paciente deve deixar de ser o único foco na prevenção da doença. "São necessárias outras abordagens, que não responsabilizem apenas o indivíduo. O ambiente também precisa ser responsabilizado", ponderou. 

De acordo com ela, o consumo de itens com alto valor energético teve um aumento importante nos últimos anos. "A gente troca o arroz com feijão por produtos mais energéticos, como balas, chocolates, bacon", explicou. A solução, na sua opinião, seria atuar tanto no consumo quanto no gasto de energia, incentivando atividades físicas e reduzindo a oferta de produtos altamente energéticos nos ambientes de estudo e trabalho. 

A propaganda excessiva e o culto extremado à beleza foram alvos de críticas do professor Departamento de Medicina da Unifesp Antonio Roberto Chacra. Ele explicou também que, atualmente, pesquisas estão sendo realizadas no sentido de detectar o papel da biologia molecular e de defeitos moleculares e genéticos que levam ao acúmulo de gordura. "Deve haver mais de 15 causas diferentes para a obesidade", estimou.

Fonte : uol

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